sexta-feira, 18 de julho de 2008

Você diz "Maktub". Eu digo "Hakuna Matata".


Traga os cigarros, os cafés e os beijos e prometo, nada será como antes. Esqueça as grandes mazelas e delicie-se com a ironia das pequenas desgraças. Desperdice companhias agradáveis e marque um encontro com seu eu lírico. Voe alto e não caia do abismo sem o bat-cinto-de-utilidades; caso caia, ria do seu cadáver desmembrado e pense: "Jamais conseguiria isso com yoga!!". Não jogue fora os livros do Paulo Coelho; faça fogueira com eles e chame os amigos para um culto satânico entre marshmallows no espeto e PJ Harvey. Não chore nos velórios - eles são os últimos shows e os defuntos as estrelas. Não conte piadas em enterros - a última piada pode ser... mortal. Escute Norah Jones, e quando mais velho escute Billie Holiday - os pequenos peixes sempre levam aos grandes. Sinta a paixão apunhalar o seu coração; mas não esqueça de renascer depois ou Nietzsche vai se revirar no túmulo cinzento. Perca seu guarda-chuva, deixe que a chuva molhe as suas roupas e cabelos, mas não esqueça de passar no Carrefour e comprar chá de camomila depois. Leia Platão, Aristóteles e Virginia Woolf, mas não deixe passar a TiTiTi que prometer responder a seguinte pergunta: "Cher, Thalia e Marilyn Manson tiraram mesmo as costelas?" Saia para os inferninhos mas não os leve pra casa - o lar é o céu que você tenta disfarçar de inferno. Pense sempre nos amigos como família, mas não se engane - "família" não é sinônimo de "amizade". Tome sopa num dia de verão, tome sundae num dia de inverno, invente neuroses e dê a elas nomes de Smurfs - quebre as convenções e estará aumentando o mercado de trabalho da antropologia. Acredite na perfeição, na felicidade e na eternidade de um único momento e me procure em seguida - tentarei absorver um pouco por osmose. Viva cada dia como se fosse o primeiro e tente ver a beleza na falta de obviedade. Não seja medieval, tampouco renascentista. Seja enfaticalista!! Não veja o vídeo do Filtro Solar em demasia, ou acabará fazendo algo como... isso. Enfim... viaje, abandone, fuja, corra, e volte. Volte. Ame, odeie, destrua, reconstrua, erre, e seja sempre fiel ao que te conduz. Amém.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Le petit chanson...


São as possibilidades criadas a partir de escolhas, ou são loucuras nascidas naqueles minutos em que a sanidade parece improvável; é a solidão que desperta as emoções mais soterradas, ou o altruísmo de um sentimento que não implora passagem, e chega espalhando a desordem do caminho. Serão as canções a prova de que os amores existem, ou serão os amores criações das pequenas canções?

domingo, 6 de julho de 2008

Follow the waves...??


Please don't make amends...

Não é tão fácil quanto parece... mas ela consegue.

sábado, 5 de julho de 2008

Build up, baby!!


Nesses dias frios de overdose cinematográfica às vezes deixo o vento entrar com seus sons. Às vezes não. Quando não, vasculho pelos cantos, procuro as listas de novas e velhas aquisições e escolho algum som que não seja o do frio. A escolhida da vez: Rita Lee Jones, a Levada da Breca em seu primeiro álbum solo. Anos 70, tempos dourados dos Mutantes e a garota já mostrava o que a diferenciava do Arnaldo. A ruivinha foi expulsa e nunca fez feio. Roberto, meu rei, com a sua licença, agora é a vez da fase Rita...

TEMPO NUBLADO
[[Rita Lee]]

Nesse dia cinza em que as pessoas passam
Vestidas de chuva
Sem falar
Nessas vidas mudas
Houve sonhos, choros
Que minha vidraça vai embaçar
Casas desbotadas, como manchas tristes
Daquela roupa que não se usa mais
Tudo neste dia está envelhecido
Como aquele jeito de cantar
Onde estará você, meu amor?
Onde estará você?

O lugar de sempre
A velha poesia
Em setenta e oito rotações
O tempo nublado
A minha voz chamando
Pelo seu sorriso
Que foi com o sol
Onde estará você, meu amor?
Onde estará você?
Meu amor, onde estará você?

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Une liaison pornographique...


Os olhos que se encontram sob o descuido.
Palavras ditas entre o silêncio que tudo diz;
a armadura que se desfaz nos pequenos gestos;
as relações que começam no fim dos intervalos,
e uma (possível) constatação: a verdadeira pornografia é a intimidade.